O Movimento para a Democracia (MpD) anunciou oficialmente o início de sua era pós-Ulisses Correia e Silva, com a convocação de eleições internas. Este movimento sinaliza uma mudança significativa na dinâmica do partido, que por anos desfrutou de uma estabilidade política rara em Cabo Verde, caracterizada por uma liderança forte e sem contestação. Durante o período de Ulisses, o MpD consolidou seu poder governativo e manteve uma máquina partidária disciplinada. Contudo, a necessidade de renovação e adaptação às novas realidades políticas levou à decisão de realizar eleições internas, onde os membros do partido poderão escolher novos líderes e definir a direção futura. A disputa interna é vista como uma oportunidade para revitalizar o partido e engajar a base, que pode ter se sentido desconectada durante a era de liderança forte. O resultado dessas eleições poderá ter um impacto significativo não apenas no MpD, mas também na política cabo-verdiana como um todo, à medida que o país se prepara para novos desafios e oportunidades.