A África do Sul tem sido alvo de críticas pela sua resposta à violência xenófoba, que se intensificou com o ressurgimento de ataques a migrantes. Especialistas afirmam que a retórica política e a falta de medidas preventivas contribuem para a escalada das tensões. Loren Landau, investigador sénior, argumenta que a demonização dos migrantes desvia a atenção dos verdadeiros problemas sociais e económicos do país. O governo sul-africano, por sua vez, condena a violência e afirma estar a trabalhar para promover a coesão social. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Ronald Lamola, advertiu contra a vigilância civil e afirmou que a imigração não é a causa dos problemas económicos. A ministra da Presidência, Khumbudzo Ntshavheni, também defendeu os esforços do governo para lidar com a situação. Entretanto, grupos ativistas como a Operação Dudula têm ganhado influência, promovendo uma agenda contra a imigração ilegal. Embora os apoiantes do movimento argumentem que a imigração exerce pressão sobre os recursos, críticos alertam que isso pode alimentar ainda mais a xenofobia e o vigilantismo. A situação continua a ser tensa, com apelos a deportações em massa e preocupações sobre a segurança dos migrantes.