Auguste Comte (1798-1957) desenvolveu uma filosofia positiva, que enfatiza a importância da razão e do conhecimento científico na sociedade moderna. Ele argumenta que a filosofia deve servir como uma auxiliar da ciência, organizando e estruturando o conhecimento adquirido. Comte retoma ideias de Francis Bacon sobre progresso e a função da ciência, propondo que a filosofia não deve ser substituída pelas ciências, mas sim complementá-las através da generalização e sistematização do conhecimento. A filosofia de Comte é dividida em duas vertentes: a epistemológica, que trata da filosofia da ciência, e a política, abordada no seu Sistema de Política Positiva. Ele introduz a famosa lei dos três estados: teológico, metafísico e positivo, onde o último representa a era da ciência moderna e do método experimental. Comte acredita que a sociedade deve ser reorganizada com base nos princípios de ordem, amor e progresso. Embora rejeite a ideia de um Absoluto, a filosofia de Comte sugere um fim da história que culmina no estado positivo, onde a ciência atinge um ponto fixo na sua evolução. Rodolf Carnap, por sua vez, contribui para a discussão sobre o conceito de ciência, enfatizando a necessidade de um enquadramento lógico que vá além da mera observação empírica, sugerindo que o conhecimento científico é uma combinação de dados empíricos e uma estrutura lógica.