O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, admitiu a derrota nas eleições parlamentares realizadas no último domingo, 12, diante de seu rival conservador, Péter Magyar. Magyar, que lidera o partido Tisza, prometeu uma mudança de sistema, e os resultados preliminares indicam que seu partido poderá conquistar cerca de 136 dos 199 assentos no parlamento, garantindo uma maioria qualificada de dois terços. Orbán, que está no poder há 16 anos e lidera o partido Fidesz, reconheceu que os resultados são claros e dolorosos, prevendo que seu partido ficará reduzido a cerca de 56 deputados. Esta eleição foi marcada por uma participação recorde de 78,8%, superando os 62% da última eleição, o que demonstra um crescente engajamento da população húngara. A derrota de Orbán representa um golpe significativo para a extrema-direita na Europa, especialmente com a perda de um dos seus principais aliados, Donald Trump, que agora vê seu apoio na região enfraquecido. A mudança no cenário político pode trazer novas dinâmicas para a Hungria e para a União Europeia como um todo.