A Comissão Europeia, liderada por Ursula von der Leyen, está a preparar um conjunto de medidas para enfrentar o impacto económico da guerra no Médio Oriente. Este conflito, que começou com os ataques dos Estados Unidos e Israel, já resultou em perdas significativas para a União Europeia, totalizando 22 mil milhões de euros em importações de combustíveis fósseis em apenas 44 dias. Von der Leyen enfatizou que, mesmo que as hostilidades cessem, as perturbações no abastecimento energético na região continuarão a afetar a economia europeia. Entre as medidas propostas, Bruxelas irá promover uma coordenação robusta entre os Estados-Membros, incluindo a realização de compras conjuntas de gás e a gestão do enchimento dos reservatórios para o inverno. O objetivo é evitar que os países entrem no mercado simultaneamente, o que poderia agravar a situação. Além disso, a Comissão irá sugerir orientações para que as medidas temporárias adotadas pelos países não afetem o mercado interno. A presidente da Comissão também expressou preocupação com a situação no Líbano, alertando que a instabilidade na região pode comprometer todo o processo de paz no Médio Oriente. Von der Leyen apelou a todas as partes envolvidas para respeitar a soberania do Líbano e implementar uma cessação completa das hostilidades, sublinhando a importância de uma solução pacífica para a crise.