Rely Brito, presidente da Câmara Municipal do Maio, afirmou que as ligações marítimas da ilha são uma questão de coesão nacional e igualdade de oportunidades entre as ilhas. Em resposta à suspensão da viagem na rota Santiago/Maio/Santiago pela CV Interilhas, devido a condições adversas do mar, Brito destacou a fragilidade das ligações marítimas e o impacto negativo que essas interrupções têm na vida dos cidadãos. Ele argumentou que cada interrupção compromete o acesso a cuidados de saúde, afeta estudantes e a atividade económica, além de gerar incerteza no abastecimento. O autarca propôs um plano de contingência nacional que inclua o reforço de ligações aéreas em situações de suspensão marítima e uma coordenação eficaz entre operadores e o Estado. Segundo ele, é necessário garantir um sistema logístico que assegure o abastecimento regular das ilhas, especialmente em momentos de crise. Brito enfatizou que o Maio não deve depender de soluções improvisadas e que é preciso um compromisso mais forte do país para com a ilha. Por fim, ele destacou que o Maio possui potencial e recursos humanos capazes, mas que necessita de condições adequadas para funcionar de forma digna e normal. A proposta de Brito visa não apenas resolver problemas locais, mas também promover uma igualdade de oportunidades entre todas as ilhas do arquipélago.