Em uma conferência de imprensa, o dirigente do PAICV, Adilson Jesus, manifestou sua indignação em relação à Câmara Municipal de São Vicente, acusando-a de violar os princípios democráticos. Ele denunciou que o programa das comemorações do Dia da Cidade, agendado para o dia 14, inclui atos proibidos durante o período eleitoral, como inaugurações e lançamentos de obras. O PAICV exige a intervenção imediata da Comissão Nacional de Eleições (CNE) para embargar esses atos. Adilson Jesus destacou que as ações programadas, como a entrega de um complexo habitacional e o início de obras na zona industrial, são, segundo ele, “ações deliberadas de propaganda política” que utilizam recursos públicos. Ele também criticou a presença de membros do governo nas festividades, considerando que isso configura uma instrumentalização do evento para fins partidários. O PAICV pediu a responsabilização legal dos envolvidos e solicitou ao Ministério Público a abertura de processos de averiguação por indícios de crime eleitoral. O partido enfatizou que a violação dos deveres de neutralidade e imparcialidade é um crime eleitoral, punível com pena de prisão de até dois anos, conforme o Código Eleitoral. O PAICV já apresentou uma queixa à CNE e pede que a entidade aja rapidamente para garantir um processo eleitoral justo.