Os coveiros do Cemitério Municipal de São Vicente estão a considerar avançar com um pré-aviso de greve no início de maio, exigindo melhores condições de trabalho e aumentos salariais. Os profissionais, representados pelo SIACSA, reivindicam a atribuição de um subsídio de risco, equipamentos de proteção individual e um reforço do pessoal, devido à natureza arriscada do seu trabalho. O coordenador do SIACSA, Heidy Ganeto, destacou que as propostas feitas no ano anterior ainda não foram respondidas pela Câmara Municipal. Os coveiros, que atualmente recebem o salário mínimo de 19 mil escudos, pedem um aumento para 25 mil escudos e um subsídio de risco de cinco mil escudos, considerando os riscos que enfrentam diariamente. Além das questões salariais, os coveiros também levantaram preocupações sobre a falta de inscrição de três dos oito profissionais no INPS e a ausência de seguro de acidentes de trabalho. Esta situação é considerada grave, pois impede que os coveiros tenham acesso a cuidados médicos e apoio financeiro em caso de acidentes. Danielson Fortes, um dos coveiros, expressou a sua insatisfação com as condições de trabalho e o salário atual, questionando a falta de reconhecimento do risco associado à sua função. Apesar das ameaças de greve, o SIACSA mantém-se aberto ao diálogo e espera uma resposta da Câmara Municipal.
Sociedade
Coveiros de São Vicente exigem melhores salários e subsídio de risco
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