O jornal The Wall Street Journal noticiou que França e Reino Unido estão a preparar um plano para desbloquear o Estreito de Ormuz após o fim da guerra com o Irão, sem envolver os Estados Unidos. O plano poderá contar com a participação da Alemanha, que poderá necessitar de um mandato da ONU ou da União Europeia para se juntar à missão. A estratégia será discutida numa videoconferência presidida por Emmanuel Macron e Keir Starmer, com o objetivo de restaurar a liberdade de navegação na região. A missão será puramente defensiva e incluirá a ajuda a navios presos no estreito, a remoção de minas colocadas pelo Irão e a proteção de embarcações comerciais através de escoltas militares. A lista de países participantes ainda não é clara, mas tanto a China como a Índia foram convidadas. A inclusão da Alemanha poderia aumentar o impacto da operação, embora enfrente obstáculos políticos e legais para participar em missões militares no estrangeiro. Para que a Alemanha participe, seria necessária a aprovação parlamentar, o que requer um mandato internacional específico. Esse mandato poderia vir do Conselho de Segurança da ONU ou da União Europeia, que poderia optar por alargar o mandato da sua missão EUNavfor 'Aspides'. A proposta de Paris e Londres é modelada a partir da missão 'Aspides' e da coligação de aliados em resposta à guerra na Ucrânia. No entanto, o Reino Unido expressa preocupações sobre a oposição do presidente norte-americano, Donald Trump, à operação.
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