O Ministro das Finanças de Cabo Verde, Olavo Correia, fez um apelo em Washington por melhores condições de financiamento para países vulneráveis ao clima, como Cabo Verde e os membros do V20. Durante o diálogo ministerial das reuniões de primavera do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI), ele destacou que a concessionalidade não deve ser vista como um privilégio, mas como uma condição essencial para a sobrevivência desses países. Correia argumentou que o financiamento deve ser ajustado para levar em conta a vulnerabilidade e não apenas o rendimento per capita. Ele propôs a criação de um 'piso mínimo de concessionalidade' para o financiamento climático e sustentável, alertando que sem isso, o apoio financeiro pode acabar por agravar a fragilidade dos países. Além disso, enfatizou a importância da reestruturação da dívida, que deve facilitar o crescimento econômico e permitir investimentos em adaptação climática e infraestrutura resiliente. O ministro também destacou a necessidade de os países vulneráveis não dependerem exclusivamente de financiamento externo, sugerindo a mobilização de recursos internos, incluindo o papel da diáspora cabo-verdiana como um parceiro estratégico. Ele mencionou a criação de instrumentos como obrigações da diáspora e fundos de resiliência climática para transformar poupanças em investimentos produtivos. Por fim, Correia defendeu um modelo de desenvolvimento que promova menos dependência externa e maior mobilização de recursos internos, alinhando o financiamento das instituições de desenvolvimento com as estratégias nacionais, como os Climate Prosperity Plans, focando em setores como energias renováveis e turismo resiliente.