Dom Arlindo Furtado, o bispo cessante da Diocese de Santiago, apresentou um balanço 'francamente positivo' do seu ministério episcopal, reconhecendo as suas limitações, mas enfatizando o crescimento das dioceses por onde passou. Em entrevista à Inforpress, ele expressou que, apesar de não ter cumprido totalmente a sua missão, sempre teve a intenção de ser útil à Igreja. O prelado destacou o desenvolvimento de novas paróquias na cidade da Praia e a reativação de iniciativas que aproximaram a Igreja dos fiéis. Furtado recordou momentos significativos, como a sua nomeação como cardeal pelo Papa Francisco, um evento que mobilizou a nação cabo-verdiana. Ele descreveu a experiência como uma surpresa e um marco importante na sua carreira eclesial, que trouxe alegria não apenas a ele, mas a toda a Igreja em Cabo Verde. O bispo também mencionou a importância do encontro com a diáspora e os avanços nas relações institucionais entre o Estado e a Igreja. Apesar dos sucessos, Furtado lamentou que alguns projetos, como a construção de uma casa de acolhimento para o clero, não foram concretizados devido à falta de consenso interno. Ele reafirmou a sua dedicação e amor pela Igreja, afirmando que sempre deu o seu melhor, mesmo diante das dificuldades encontradas ao longo do caminho.