O Instituto Cabo-Verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA) apresentou, no dia 16, uma plataforma digital inovadora que visa modernizar a forma como os dados são recolhidos e geridos a nível nacional. Segundo a presidente do ICCA, Zaida Freitas, a plataforma é crucial para o sistema de proteção de crianças e adolescentes, permitindo uma abordagem uniforme e padronizada em todas as ilhas do país. A nova plataforma permitirá a sistematização, análise e processamento de dados, o que, segundo Freitas, proporcionará maior confiança na apresentação de soluções eficazes para combater a violência contra crianças e adolescentes. O projeto está dividido em três fases, com a primeira focada nas denúncias recebidas, enquanto as fases subsequentes incluirão um sistema de gestão de dados e um sistema integrado que envolverá outros parceiros. Freitas destacou a importância da padronização dos dados entre diferentes entidades, como a Polícia Nacional e o Ministério Público, para garantir uma resposta mais eficaz às necessidades da sociedade. Além disso, a plataforma facilitará o acesso à informação através de redes sociais e um site específico para denúncias anônimas, promovendo uma maior articulação com a sociedade cabo-verdiana. A presidente do ICCA também abordou a questão da mutilação genital na ilha do Sal, informando que as crianças afetadas estão a receber acompanhamento psicológico. Apesar de preocupações em algumas ilhas, como Fogo e São Vicente, Freitas mencionou uma redução no número de denúncias de violência contra crianças a nível nacional, o que é um sinal positivo para a proteção infantil em Cabo Verde.