A presidente do Sindicato Democrático dos Professores (Sindprof), Lígia Herbert, considerou a visita às regiões Fogo e Brava como "extremamente positiva". Durante a visita, a equipa do Sindprof reuniu-se com professores que enfrentam problemas relacionados com o subsídio por não redução da carga horária, um direito que não tem sido atribuído há bastante tempo. Herbert também mencionou a existência de uma lista adenda não publicada, que aumentou o número de professores abrangidos, e a situação de docentes aposentados que continuam a lecionar ilegalmente. Além disso, a dirigente sindical reivindicou que o aumento salarial de 20% não deve ser esquecido, lembrando que os professores lutaram por um aumento de 36%, mas apenas 16% foi concedido. A visita incluiu encontros com as câmaras municipais do Fogo e da Brava, onde se discutiu a implementação do Plano de Cargos, Funções e Remunerações (PCFR) para educadores de infância, que ainda não foi implementado devido a alegados constrangimentos financeiros. Herbert destacou que o Governo já se comprometeu a prestar apoio às autarquias e expressou a expectativa de que essa intervenção ocorra rapidamente. No caso da Brava, o presidente da câmara mostrou abertura para implementar o PCFR, mas condicionado ao apoio governamental. A visita também incluiu um encontro com professores aposentados que vivem em condições precárias, sem atualizações salariais, e a presidente defendeu a criação de melhores condições para estes docentes, que enfrentam perda de poder de compra e problemas de saúde.