O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, anunciou que na próxima terça-feira, Espanha irá propor à União Europeia que rompa o acordo de associação com Israel. Esta decisão é motivada pelas alegadas violações de direitos humanos perpetradas pelo governo de Benjamin Netanyahu. Durante um evento de pré-campanha em Gibraleón, Huelva, Sánchez destacou que um governo que desrespeita o direito internacional não pode ser considerado um parceiro da UE, sublinhando a simplicidade da questão. Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia estão agendados para se reunir em Bruxelas na próxima terça-feira, onde discutirão a situação no Médio Oriente. De acordo com a agência EFE, Sánchez solicitou o apoio de todos os membros da UE para a proposta de Espanha. O acordo de associação entre a UE e Israel, que entrou em vigor em 2000, contém uma cláusula que exige o respeito pelos direitos humanos. Espanha já havia levantado preocupações sobre o acordo em fevereiro de 2024, em resposta à ofensiva israelita na Faixa de Gaza, que se seguiu ao ataque do Hamas em outubro de 2023. Desde então, a posição de Espanha tem se tornado mais rigorosa, especialmente após o início da guerra no Líbano e a ofensiva israelo-americana contra o Irão em fevereiro de 2026.
Política
Espanha propõe à UE romper acordo com Israel
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