A presidente da Assembleia-Geral da ONU, Annalena Baerbock, afirmou que a escolha do próximo secretário-geral será uma questão crucial de credibilidade para a organização, que nunca teve uma mulher à frente em seus 80 anos de história. Em entrevista à Lusa, ela destacou que é o 'momento certo' para a ONU ser chefiada por uma mulher, refletindo a composição da comunidade internacional, onde metade da população são mulheres e meninas. Baerbock mencionou que a seleção do novo líder da ONU, que ocorrerá em um ano histórico, enviará uma mensagem poderosa sobre a capacidade da organização de servir a todos os cidadãos do mundo. Com duas mulheres e dois homens na disputa, o processo eleitoral está prestes a começar, com apelos crescentes para a nomeação de candidatas femininas. As candidatas femininas incluem a ex-presidente chilena Michelle Bachelet e a ex-vice-presidente da Costa Rica Rebeca Grynspan, enquanto os homens na corrida são Rafael Mariano Grossi e Macky Sall. O processo de seleção será rigoroso, com os candidatos apresentando suas visões e respondendo a perguntas dos Estados-membros da ONU, que têm a palavra final na escolha do novo secretário-geral. Baerbock enfatizou a necessidade de uma liderança forte em tempos desafiadores e a importância da experiência anterior em governos e no sistema da ONU como critérios essenciais para o próximo líder. O diálogo interativo com os candidatos começará em breve, com a participação da sociedade civil para questionar suas capacidades de liderança e visões para a ONU.