O inspector-geral da Inspeção Geral das Actividades Económicas (IGAE), Paulo Monteiro, destacou os avanços na fiscalização da instituição, mas admitiu que persistem problemas com produtos fora de validade. Ele enfatizou que os consumidores desempenham um papel crucial na denúncia dessas situações, especialmente na ilha de São Vicente, onde a maioria das reclamações é recebida. Monteiro alertou que os cidadãos devem estar atentos ao comprar produtos e não esperar até chegarem a casa para perceber que estão impróprios para consumo. O inspector-geral também sublinhou a importância de utilizar o Livro de Reclamações, em vez de recorrer apenas às redes sociais para apresentar queixas. Ele explicou que essa ferramenta é fundamental para a aplicação de penalidades e que as infrações relacionadas com o Livro de Reclamações podem resultar em multas significativas. Além disso, ele mencionou que o IGAE está disposto a receber reclamações diretamente, caso os consumidores não consigam acessar o livro. Monteiro também alertou que muitas pessoas ainda fazem reclamações verbalmente, o que não é recomendado, exceto em situações em que o Livro de Reclamações não está disponível. Ele reiterou que a fiscalização deve ser uma responsabilidade compartilhada entre os consumidores e as autoridades competentes, para garantir a segurança e a qualidade dos produtos disponíveis no mercado.