A pneumologista Ofélia Monteiro destacou os riscos associados ao uso do giz nas salas de aula, especialmente para os professores que estão expostos a ele por longos períodos. Durante uma entrevista, ela explicou que o giz, composto principalmente por cálcio, pode liberar partículas que irritam as vias respiratórias, provocando tosse e outros sintomas. Embora não cause danos significativos ao tecido pulmonar, a exposição contínua pode agravar condições respiratórias existentes, como rinite e asma. Monteiro enfatizou a importância da ventilação adequada nas salas de aula e da limpeza regular dos quadros para minimizar a dispersão de partículas no ar. Ela sugeriu o uso de apagadores húmidos e a escolha de tipos de giz que produzem menos poeira. A especialista também observou que algumas escolas estão substituindo o giz por marcadores e meios audiovisuais, o que pode ajudar a reduzir os problemas respiratórios. Além disso, a pneumologista fez um apelo aos professores para que cuidem de sua saúde vocal e adotem hábitos saudáveis. A Inforpress também conversou com professores que relataram que o uso do giz tem impactado sua saúde, e muitos pedem uma transição para materiais mais modernos que não comprometam seu bem-estar.