O caso de Amadeu Oliveira não é apenas um processo judicial, mas um fenômeno que reflete como o poder reage à sua própria vulnerabilidade. A petição assinada por 500 cidadãos, que pedia a reafirmação da constitucionalidade da CPI Amadeu Oliveira, foi rejeitada pela Assembleia Nacional, evidenciando uma defesa narcísica do sistema. Este comportamento institucional, caracterizado pela hipersensibilidade e fechamento defensivo, revela uma resistência a críticas e um medo de ser questionado. A psicologia das instituições fechadas mostra que quando um órgão de soberania teme ser visto ou responsabilizado, ele se fecha e deixa de ouvir. Este fenômeno, conhecido como autopoiese institucional, torna as instituições impermeáveis ao escrutínio externo, especialmente do povo que as criou. O texto sugere que a reação institucional ao caso de Amadeu Oliveira é um sinal de fragilidade, não de força, refletindo uma cultura de evitamento e medo do escrutínio. Os padrões observados nas instituições que adotam esse comportamento incluem a tendência a dialogar apenas consigo mesmas e evitar confrontos com a realidade externa. A falta de diálogo e a resistência a admitir falhas são características que podem levar a uma deterioração da confiança pública nas instituições.