Abraão Vicente, conhecido como Korpo Rixu, tenta construir uma narrativa de superioridade moral ao criticar o Presidente da Câmara Municipal da Praia, mas acaba por expor as falhas do seu próprio percurso governativo. Ele menciona promessas não cumpridas, ignorando que também fez parte de um ciclo político marcado por resultados aquém das expectativas. Nos últimos dez anos, o governo tem feito anúncios grandiosos sem concretização, e Vicente, enquanto ministro da Cultura, prometeu estruturar o setor, mas o que se viu foi apenas uma vitrine. A economia da cultura, que deveria ser uma realidade, ficou apenas nos discursos. O texto de Vicente torna-se cómico ao criticar promessas não cumpridas, pois ele mesmo também fez promessas que não foram entregues. Além disso, reduz problemas complexos a falhas individuais, ignorando que muitos destes problemas são estruturais e acumulados ao longo de décadas. A crítica à transparência e rigor deve ser acompanhada de um exame do que foi feito quando Vicente teve poder. O contraste entre o discurso e a realidade não lhe é favorável, e a memória dos eleitores não é tão curta quanto ele imagina. O texto falha em sua retórica, pois ignora as suas próprias responsabilidades.