Os vereadores do PAICV expressaram descontentamento com o atraso na apresentação das contas de gerência da Câmara Municipal de São Vicente (CMSV) e com os sucessivos ajustes diretos feitos pela autarquia sob a liderança de Augusto Neves. Durante a sétima reunião dos vereadores, foi aprovado um ajuste direto para a compra de um camião de desobstrução e limpa-fossas, um equipamento necessário, mas que gerou controvérsia devido à falta de transparência no processo. O porta-voz do PAICV, Augusto Duarte, argumentou que houve uma alteração significativa no valor do equipamento e que a compra tem sido atribuída a um mesmo fornecedor, levantando suspeitas sobre a transparência das decisões da Câmara. Duarte também questionou a reconfiguração do júri do processo de compra, que foi motivada pela suposta doença de um dos membros. A oposição não aceitou os argumentos apresentados, considerando que isso demonstra uma falta de transparência no uso dos recursos públicos. Além disso, o vereador destacou que a conta de gerência referente ao ano económico de 2025 ainda não foi submetida para discussão, apesar de o prazo para aprovação ter expirado no dia 1 de março. O edil Augusto Neves tem justificado o atraso com a alegação de que a Câmara está a trabalhar com a assistência de técnicos do Ministério das Finanças, mas o PAICV ressalta que a autarquia já está atrasada em relação às contas do ano anterior. A situação levanta preocupações sobre a gestão financeira da Câmara e a necessidade de maior responsabilidade e clareza nas operações financeiras públicas.