A Associação Santuário dos Macacos de Cabo Verde expressou preocupações sobre a situação crítica dos macacos no país, destacando a falta de legislação e maus-tratos a estes animais. O presidente da associação, Gricha Lepointe, afirmou que a organização foi criada em 2021 para abordar a ausência de mecanismos de proteção e que a caça para consumo de carne representa riscos para a saúde pública. Lepointe também desmistificou a crença de que a população de macacos está a aumentar, indicando que, na verdade, está em declínio devido à perda de habitat causada pela urbanização e mudanças climáticas. A associação defende que a solução não é o abate, mas sim a implementação de uma estratégia que promova a coexistência entre humanos e macacos. Propõem a criação de santuários e áreas protegidas, como um projeto piloto em Ribeira Grande de Santiago, onde os macacos poderiam viver em estado selvagem. Além disso, a associação destaca a importância de um quadro legal que assegure o bem-estar animal e a necessidade de estudos científicos para classificar os macacos como espécie invasora. Apesar das propostas, a associação enfrenta desafios, como a falta de financiamento e a escassez de dados científicos. Gricha Lepointe enfatiza a necessidade de aumentar a educação ambiental para envolver a sociedade na proteção da fauna nacional e garantir a conservação dos macacos em Cabo Verde.