O Tribunal de El Salvador está a julgar 468 alegados membros da gangue Mara Salvatrucha (MS-13) em um dos maiores julgamentos coletivos do país. As acusações contra os réus incluem mais de 47,000 crimes cometidos entre 2012 e 2022, destacando um fim de semana particularmente violento que se tornou o mais sangrento desde a guerra civil. O presidente Nayib Bukele implementou um estado de emergência que permitiu a prisão de mais de 91,500 pessoas, e o Congresso aprovou um decreto que facilita os julgamentos em massa como parte de sua política de combate à violência. No entanto, as ações de Bukele têm gerado controvérsia, com grupos de defesa dos direitos humanos a contestar a legalidade dos julgamentos coletivos e a extensão do estado de emergência. Eles argumentam que esses processos violam os direitos dos acusados, incluindo o direito a uma defesa adequada. As evidências apresentadas pelo ministério público incluem relatórios de autópsias e análises balísticas, com pedidos de penas máximas para os crimes cometidos. Os acusados estão detidos em várias prisões, incluindo a nova prisão de Cicot, inaugurada em 2023 para lidar com a superlotação e a segurança dos réus. O resultado deste julgamento poderá ter um impacto significativo na política de segurança de El Salvador e na percepção pública sobre a eficácia das medidas de Bukele.