A junta militar no poder no Mali anunciou um recolher obrigatório de 72 horas em todo o distrito de Bamako, a capital do país, após uma série de ataques reivindicados por grupos jihadistas. A decisão, tomada pelo governador Abdoulaye Coulibaly, foi justificada pela necessidade de garantir a ordem pública e a segurança dos cidadãos. O recolher obrigatório proíbe a circulação entre as 21:00 e as 06:00 e poderá ser prolongado dependendo da evolução da situação. Os ataques, reivindicados pelo Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (JNIM), incluíram ações contra a sede do presidente maliano e outras instalações estratégicas, resultando em confrontos armados em várias áreas de Bamako e outras cidades. O exército maliano afirmou que a situação está sob controle, apesar da presença de helicópteros militares e relatos de tiroteios e explosões. Além de Bamako, os combates foram reportados em cidades como Gao, Kidal e Mopti, com a embaixada dos Estados Unidos emitindo alertas de segurança. Esta ofensiva é considerada uma das mais significativas dos últimos anos, refletindo a crescente instabilidade na região, onde o Mali enfrenta conflitos com grupos separatistas islâmicos há mais de uma década.