A emigração jovem em Cabo Verde é frequentemente vista através de uma lente política simplista, onde é considerada tanto uma prova do sucesso educacional quanto uma 'fuga de cérebros'. Este artigo, parte de uma série de crónicas, analisa a tensão entre o direito de emigrar e a necessidade de criar condições para que os jovens permaneçam no país. A Constituição da República de Cabo Verde garante direitos que devem ser equilibrados, promovendo tanto a liberdade de movimento quanto a necessidade de desenvolvimento e integração dos jovens na sociedade. A análise é sustentada por dados e reflexões pessoais da autora, que busca contribuir para um debate mais profundo sobre o futuro da juventude em Cabo Verde.