Os Emirados Árabes Unidos (EAU) confirmaram a sua saída da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e da aliança OPEP+ a partir de 1 de maio, conforme anunciado pela agência de notícias WAM. Esta decisão é atribuída às perturbações no golfo Pérsico e no estreito de Ormuz, refletindo uma evolução política que se alinha com os fundamentos do mercado a longo prazo. O ministro de Energia e Infraestrutura dos EAU, Suhail bin Mohamed Al Mazrouei, expressou gratidão à OPEP e aos seus membros pela cooperação ao longo das décadas. Ele reafirmou o compromisso do país com a segurança energética, assegurando um fornecimento fiável e responsável, com foco em baixas emissões de carbono. Simultaneamente, o preço do petróleo subiu, com o Brent a avançar 2,92%, atingindo 111,39 dólares por barril, o valor mais alto em três semanas. O WTI também registou um aumento de 3,74%, alcançando 100,93 dólares por barril, em meio a impasses nas negociações entre os EUA e o Irão. A OPEP, que atualmente conta com 12 países membros, tem como objetivo coordenar a produção e os preços do petróleo. Os EAU foram o terceiro maior produtor de petróleo entre os membros da OPEP em março, com uma produção de 2,4 milhões de barris diários, de acordo com a Agência Internacional de Energia. A produção global foi afetada pela guerra no Irão.