A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) fez um apelo aos governos africanos para que considerem a aviação como uma infraestrutura económica vital para o desenvolvimento do continente. Durante a conferência Focus África em Addis Abeba, o vice-presidente da IATA, Kamil Alawadhi, enfatizou a importância de remover obstáculos à repatriação de receitas, especialmente em países como Moçambique e Angola, onde fundos significativos estão bloqueados. A IATA também destacou que a competitividade de custos é crucial, uma vez que operar negócios de aviação em África é caro devido a impostos e taxas elevadas. Além disso, a IATA alertou que a implementação de normas de segurança na aviação deve ser melhorada, uma vez que a taxa de acidentes em África ainda é superior à média global. A organização recomendou que os governos africanos reavaliem as taxas que cobram, pois estas distorcem o preço dos bilhetes e prejudicam a conectividade. A sustentabilidade e a segurança energética foram identificadas como áreas chave para o futuro da aviação no continente, especialmente em relação à produção de Combustível de Aviação Sustentável (SAF). A IATA concluiu que, ao alinhar os esforços de sustentabilidade com as práticas globais, África pode obter benefícios significativos em termos de segurança energética, criação de empregos e receitas. A mensagem clara é que a aviação pode ser um motor de desenvolvimento social e económico, mas para isso é necessário um compromisso sério por parte dos governos africanos.