No último sábado, a Casa Branca informou ao Congresso que as hostilidades com o Irão chegaram ao fim, uma manobra para contornar a exigência legal que obrigaria o Presidente Donald Trump a buscar autorização parlamentar para manter operações militares. Trump enviou uma carta ao líder da Câmara e ao presidente do Senado, afirmando que o conflito iniciado em fevereiro cessou, apesar da presença militar significativa dos EUA na região e do bloqueio ao petróleo iraniano ainda em vigor. A declaração foi feita no dia em que expirava o prazo de 60 dias estipulado pela Resolução dos Poderes de Guerra de 1973, que requer que o Presidente obtenha autorização do Congresso para continuar operações militares, a menos que um pedido de extensão seja feito. A administração argumenta que o prazo não se aplica devido ao cessar-fogo iniciado em abril, uma interpretação contestada por membros do Congresso, incluindo democratas e alguns republicanos. O secretário da Defesa, Pete Hegseth, declarou que o cessar-fogo pausa o relógio dos 60 dias, uma visão que foi rejeitada por senadores como Tim Kaine e Adam Schiff, que argumentam que a presença militar contínua indica que as operações ainda estão em andamento. Apesar das críticas, a maioria republicana no Congresso não avançou com qualquer votação sobre a autorização do uso da força antes do prazo expirar. Enquanto isso, o Irão apresentou uma nova proposta para reiniciar as negociações com os EUA, que estão em um impasse, na tentativa de pôr fim ao conflito. O ataque conjunto de Israel e EUA ao Irão em fevereiro resultou na destruição significativa da capacidade militar iraniana, levando a uma escalada nas tensões e nos preços dos combustíveis, afetando países importadores como a Alemanha.