Cabo Verde tem uma rica tradição na dança, com artistas reconhecidos internacionalmente como Mano Preto e Marlene Monteiro Freitas. Mano Preto, que celebra 40 anos de carreira, enfatiza a necessidade de mais apoio governamental e políticas públicas para a dança, que ainda enfrenta desafios de reconhecimento no país. Ele destaca a importância da qualidade sobre a quantidade na produção de peças de dança, e menciona que a companhia Raiz di Polon, que fundou, tem se destacado por suas obras icônicas. Ao longo de sua carreira, Mano Preto teve experiências enriquecedoras, incluindo viagens internacionais e colaborações com diferentes culturas. Ele acredita que o reconhecimento da dança em Cabo Verde começou a surgir com as digressões internacionais, semelhante ao que ocorreu com a música de Cesária Évora. A companhia Raiz di Polon, com mais de 30 anos de história, tem representado Cabo Verde em eventos importantes, ganhando prêmios que antes pareciam inalcançáveis. Além de Raiz di Polon, outras escolas e companhias de dança, como a Dance with Djess e Dança Arte, também contribuem para o panorama da dança no país. Mano Preto e outros artistas cabo-verdianos têm se destacado no cenário internacional, participando de workshops e eventos em diversos países. A dança contemporânea em Cabo Verde, embora ainda em desenvolvimento, mostra um potencial significativo para crescer e ser reconhecida mundialmente.