O artigo discute como os descontentes nas extremidades do espectro político tentam desacreditar a democracia, acusando-a de ser formal e não popular. Durante as comemorações do 25 de Abril em Portugal, surgiram comparações entre o regime de Salazar e a democracia atual, o que levanta questões sobre a legitimidade dessas comparações. O texto também menciona as táticas utilizadas pelo MFA em Cabo Verde, que levaram à prisão de opositores e à construção de estruturas de poder paralelas. A análise conclui que, apesar das provocações da direita radical, a sociedade cabo-verdiana ainda não fez uma averiguação completa dos eventos dos primeiros anos de independência, o que perpetua uma cultura política problemática.