Recentemente, os amantes do andebol em S. Vicente começaram um ciclo de reuniões para discutir a crise que a modalidade enfrenta na ilha. A iniciativa, liderada por Nuno Leite, presidente do clube Amarante, visa identificar os pontos fortes e fracos do andebol, além de explorar as oportunidades que a prática esportiva pode oferecer. Os participantes destacam a inércia da modalidade, especialmente no nível sénior, onde a escassez de equipas e atletas tem dificultado a organização de competições. Durante as reuniões, foi enfatizada a necessidade de uma estratégia de atuação para revitalizar o andebol em S. Vicente. Nuno Leite mencionou que o objetivo é injetar motivação em treinadores, dirigentes e atletas, além de atrair mais adeptos para os jogos. A presidente da ARASV, Osvaldina Silva, também destacou a urgência da situação, afirmando que a crise do andebol é crítica e que ações deveriam ter sido tomadas há anos. Os participantes concordam que a falta de infraestruturas desportivas e a fraca capacidade financeira das organizações estão entre os principais obstáculos. A conclusão do polidesportivo da Zona Norte, que se arrasta há anos, é vista como uma necessidade urgente. Além disso, a presidente da Federação de Andebol de Cabo Verde apontou que a ilha não possui campos adequados para acolher competições internacionais, o que limita as oportunidades para o andebol local. Apesar dos desafios, a época desportiva continua com quatro equipas masculinas e três femininas competindo. As reuniões programadas visam apresentar resultados e orientações tangíveis para o futuro do andebol em S. Vicente, com um encontro agendado para o dia 22 de maio.