O Movimento para a Democracia (MpD) respondeu às acusações do PAICV sobre a ocupação indevida de espaços de propaganda eleitoral, atribuindo a responsabilidade pela desordem ao partido adversário. Durante uma conferência de imprensa na cidade da Praia, a mandatária do MpD para Santiago Sul, Filomena Gonçalves, destacou que as acusações do PAICV são graves e que o partido sentiu-se obrigado a apresentar factos que contradizem essas alegações. Gonçalves sublinhou que o cabeça de lista do PAICV por Santiago Sul é também o presidente da Câmara Municipal da Praia, a entidade responsável pela organização do sorteio dos espaços de propaganda. Ela criticou o atraso no sorteio, que deveria ter sido realizado até 20 de Abril, mas só ocorreu no dia 24, quatro dias após o prazo legal, e a acta do processo foi enviada sem assinatura após o início da campanha eleitoral. Além disso, a mandatária apontou falhas na organização do processo, como a falta de sinalização dos espaços atribuídos a cada candidatura, o que contribuiu para a confusão. O MpD já apresentou uma contra-queixa formal à Comissão Nacional de Eleições (CNE), acompanhada de documentação e provas visuais, e aguarda a análise do processo. Gonçalves afirmou que esta é a primeira vez que ocorrem situações deste tipo na cidade da Praia e acusou o PAICV de tentar desviar o foco do debate político com uma estratégia de queixas.