O cabeça de lista do PAICV para Europa e Resto Mundo, Francisco Pereira, criticou as políticas do Governo do MpD em relação à diáspora, afirmando que estas se limitaram a pequenas iniciativas sem impacto significativo. Durante uma iniciativa de campanha em Lisboa, Pereira lamentou que, após 10 anos de governação, as promessas de centralidade à diáspora não foram cumpridas. Ele destacou que, durante o primeiro mandato do MpD, não foram criadas medidas efetivas para a diáspora, com exceção de algumas iniciativas em 2021 que considerou insuficientes. Pereira mencionou que muitas das políticas atuais foram iniciadas durante a governação do PAICV, como a criação das Casas do Cidadão, que facilitaram a emissão de passaportes. Entre as propostas do PAICV, ele enfatizou a importância de reforçar a parceria com a União Europeia e retomar a estratégia nacional de emigração e desenvolvimento, que foi eliminada pelo MpD. Além disso, defendeu a eliminação de taxas aeroportuárias para filhos de emigrantes nascidos no estrangeiro e a criação de gabinetes jurídicos nas embaixadas. O candidato também destacou a necessidade de fortalecer a cooperação entre Cabo Verde e Portugal, mencionando que mais de 15 mil jovens cabo-verdianos enfrentam dificuldades de integração devido a processos de legalização pendentes. Em relação à campanha eleitoral, Pereira afirmou que o PAICV está focado em ações civis que transmitem uma mensagem de esperança e inclusão, preparando-se para as eleições legislativas de 17 de Maio, onde cinco partidos políticos concorrem a 72 mandatos de deputado.