O caso do Deputado Amadeu Oliveira, condenado a sete anos de prisão e perda de mandato, revela uma patologia mais profunda na governança de Cabo Verde, onde o silêncio institucional se torna mais eloquente que discursos. A condenação, baseada em uma discrepância entre a atuação como advogado e como deputado, levanta questões sobre a fragilidade dos mecanismos de revisão e a ausência de responsabilidade institucional. A tentativa de criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito foi barrada pelo Tribunal Constitucional, evidenciando a sobreposição do poder judicial sobre o legislativo e intimidando a sociedade civil. Este cenário reflete uma psicologia institucional que vê a crítica como uma ameaça existencial, resultando em um fechamento que perpetua a opacidade e o medo.