A União Europeia (UE) reiterou sua condenação à participação da Rússia na Bienal de Arte de Veneza, que se inicia no próximo sábado, e alertou sobre a possibilidade de suspender a subvenção de dois milhões de euros destinada à Fundação Bienal de Veneza. A vice-presidente executiva da UE, Henna Virkkunen, enfatizou que o dinheiro dos contribuintes europeus deve ser utilizado para promover valores democráticos, que não são respeitados na Rússia atual. Em uma carta datada de 10 de abril, a Agência de Execução Europeia da Educação e da Cultura notificou a Fundação sobre a intenção de suspender ou cancelar a subvenção, que está prevista até 2028. A UE deu um prazo de 30 dias para que a bienal esclarecesse sua posição, mas não se sabe se houve resposta. A abertura da Bienal de Arte de Veneza coincide com o Dia da Europa, e Virkkunen expressou que deveria ser um dia de celebração da paz, não de destaque para a Rússia. A participação da Rússia gerou polêmica, levando à renúncia do júri internacional, que excluiu o país de participar dos prêmios do evento devido a mandatos de detenção por crimes de guerra. A situação é ainda mais complicada com a retirada do Irão da bienal, após um ataque militar dos EUA e Israel, que também impactou a economia global. A Bienal, que ocorrerá até 22 de novembro, contará com quase uma centena de representações nacionais e 31 eventos paralelos, mas a participação da Rússia continua a ser um ponto de discórdia.