O Papa Leão XIV assinala na sexta-feira um ano de pontificado que se distingue por um confronto sem precedentes com o Presidente dos EUA, Donald Trump. A tensão surgiu após críticas papais a ameaças contra o Irão, levando Trump a acusar o Papa de ser 'demasiado liberal', ao que Leão XIV respondeu que 'não tem medo' dele. O Papa, eleito em maio de 2025, tem procurado afirmar a sua missão de proclamar o Evangelho, mantendo uma postura de prudência institucional. Durante o seu primeiro ano, Leão XIV procurou equilibrar a continuidade do legado do seu antecessor, Papa Francisco, com reformas na Cúria Romana e um foco maior na ordem interna da Igreja. As suas principais reformas incluem a reorganização da Cúria e um reforço do papel da Secretaria de Estado, numa abordagem descrita como 'reforma por absorção'. No campo doutrinário, reafirmou posições tradicionais, como a oposição ao aborto e à eutanásia, enquanto procurou evitar debates prolongados que poderiam gerar conflitos internos. A sua agenda internacional reflete uma preocupação com grandes conflitos globais, apelando a negociações pela paz na Ucrânia e condenando a guerra no Médio Oriente. A visita a África em abril foi um dos momentos altos do seu pontificado, onde criticou a exploração de recursos naturais em Angola. Além disso, Leão XIV posicionou-se como uma voz moral em questões de tecnologia e inteligência artificial, alertando para os riscos da Quarta Revolução Industrial. Apesar das críticas que enfrenta, consolidou-se como uma figura de mediação num mundo fragmentado.