A Organização Mundial da Saúde (OMS) admitiu a possibilidade de novos casos de hantavírus a bordo do navio MV Hondius, destacando a importância da vigilância contínua devido ao longo período de incubação do vírus. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, enfatizou que a situação está a ser monitorizada de perto em colaboração com vários países, mantendo uma avaliação de risco baixo para a população em geral. Cabo Verde teve um papel fundamental na resposta à emergência, facilitando a evacuação de passageiros sintomáticos. Tedros agradeceu ao primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva pelo apoio na evacuação de três pacientes, destacando a colaboração dos médicos cabo-verdianos na identificação de casos suspeitos. O surto, que envolve oito casos associados ao navio, inclui cinco confirmações de infecção pelo vírus Andes, uma variante do hantavírus. O MV Hondius estava ancorado ao largo da Praia desde 3 de maio, e as autoridades cabo-verdianas impediram a atracação por razões de saúde pública, oferecendo assistência médica aos passageiros. Os passageiros foram instruídos a permanecer nas suas cabines como medida de precaução, uma vez que o período de incubação pode durar várias semanas. O navio deixou o Porto da Praia com 144 passageiros assintomáticos a bordo, seguindo para Tenerife, enquanto as autoridades monitorizam a situação e implementam medidas de isolamento e desinfecção.