Jónica Brito, líder do partido Pessoas, Trabalho e Solidariedade (PTS), fez um balanço do oitavo dia de campanha eleitoral, abordando o impacto negativo do bipartidarismo na sociedade cabo-verdiana. Ela descreveu a situação como um 'sufoco' para as famílias, resultante de décadas de governação que não atenderam às necessidades reais da população. Brito destacou a urgência de uma alternativa política que responda à realidade das comunidades, enfatizando a pobreza infiltrada que exige uma atualização constante das políticas públicas. No que diz respeito ao plano económico, o PTS prioriza a dignidade habitacional e o alívio do custo de vida, propondo uma reforma estrutural do Estado para financiar essas medidas sem comprometer as contas públicas. A líder do PTS defendeu a fusão de ministérios e a redução de instituições com competências semelhantes como forma de diminuir gastos do Estado. Segundo Brito, 'as verbas existem, mas estão a ser mal distribuídas'. A crescente abstenção nas eleições é vista como um reflexo do descrédito nos partidos tradicionais, e o PTS se posiciona como uma alternativa viável. A candidata concluiu que o partido está 'mais vivo e forte do que nunca', buscando consolidar sua presença nos bairros periféricos da capital através do diálogo direto com os eleitores. Nas eleições legislativas de 17 de Maio, cinco partidos concorrem aos 72 mandatos de deputado, com o PTS aspirando a um assento no Parlamento.