À medida que as eleições se aproximam, Cabo Verde testemunha a repetição de um ritual político que gera desconfiança entre os cidadãos. Promessas antigas reaparecem, e a política parece ativar-se apenas quando o calendário exige, levando a uma reflexão sobre a ética pública e a responsabilidade dos líderes. O autor expressa uma inquietação sobre o tipo de país que se quer construir, enfatizando a necessidade de uma política que seja serviço público e não espetáculo. A palavra política deve ser respeitada e tratada como um compromisso ético, essencial para a confiança democrática e a dignidade da vida pública.