Francisco Carvalho, candidato do PAICV a primeiro-ministro, respondeu às críticas de Ulisses Correia e Silva, afirmando que as propostas do seu partido para as legislativas de 17 de maio são fundamentadas nas dificuldades atuais dos cabo-verdianos. Em entrevista à Inforpress, Carvalho argumentou que quem considera as propostas do PAICV como 'ocas' não está em sintonia com a realidade do país. O candidato do PAICV enfatizou que as suas propostas visam resolver problemas concretos, como o acesso à saúde, a mobilidade entre as ilhas e o desenvolvimento do mundo rural, que, segundo ele, foi negligenciado pelo MpD nos últimos dez anos. Carvalho destacou que o número de postos de trabalho no mundo rural caiu drasticamente, passando de 45 mil em 2016 para apenas 15 mil atualmente. Em relação às críticas sobre a viabilidade das suas propostas, como o acesso gratuito à universidade e a redução dos custos de transporte inter-ilhas, Carvalho reafirmou que é possível financiar essas iniciativas cortando gastos desnecessários do Estado, especialmente em estudos e consultorias. Ele acredita que essas medidas são essenciais para atender às necessidades prioritárias dos cidadãos. A campanha eleitoral para as legislativas de 17 de maio conta com a participação de cinco partidos e mais de 500 candidatos, com 72 assentos em disputa na Assembleia Nacional. O PAICV, que já foi governo, está a tentar recuperar a confiança dos eleitores após a derrota nas últimas eleições em 2021.