No recente debate sobre políticas sociais, Ulisses Correia e Silva, líder do MPD, expressou preocupações sobre o custo anual das propostas do PAICV, estimado em 6,5 milhões de contos, o que representa 6,8% do Orçamento de Estado de 2026. Ele questionou a capacidade do PAICV, liderado por Francisco Carvalho, de financiar essas propostas, sugerindo a necessidade de 'emagrecer o Estado' e reduzir custos com viagens e consultorias. Correia e Silva argumentou que parte dos recursos necessários poderia ser obtida através da racionalização dos benefícios fiscais, que em 2024 totalizaram 11,2 milhões de contos. Ele defendeu que, embora os incentivos fiscais sejam importantes, há espaço para uma melhor gestão desses recursos, o que poderia ajudar a financiar as políticas sociais propostas. Além disso, o líder do MPD criticou a falta de discussão sobre questões estruturais nos setores de transporte, educação e saúde, enfatizando que os partidos políticos estão focando apenas nos custos de acesso. Ele questionou se o MPD, caso vença as eleições, irá manter o atual modelo de subsídios no transporte, que considera ineficaz e oneroso para o Estado.