A campanha eleitoral em Cabo Verde tem gerado discussões intensas sobre as 'ameaças à democracia' e as propostas do Presidente do PAICV. Um dos principais pontos de debate é se Cabo Verde possui espaço fiscal suficiente para implementar o 'Estado Providência' proposto, sem comprometer a estabilidade macroeconómica e a sustentabilidade das finanças públicas. A economia cabo-verdiana é considerada frágil e pouco diversificada, com uma forte dependência de importações e vulnerabilidade a choques externos. Além disso, o contexto global apresenta riscos e incertezas, como instabilidade geopolítica e crises sanitárias, que complicam ainda mais a situação. Os economistas concordam que os principais desafios para o país incluem competitividade, produtividade, qualidade e sustentabilidade. A discussão sobre o papel do Estado na economia continua a ser um tema controverso, com diferentes visões sobre a primazia do mercado versus a necessidade de um 'Estado Protetor'. O debate promete continuar, com a expectativa de que os economistas aconselhem os políticos na busca por soluções que promovam um crescimento económico robusto e inclusivo, garantindo justiça social e ambiental.