A China reafirmou hoje sua posição contrária à venda de armas dos Estados Unidos a Taiwan, após o Presidente Donald Trump ter anunciado que discutiria o assunto durante sua visita a Pequim. Guo Jiakun, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, enfatizou que a oposição de Pequim é constante e inequívoca. Além disso, Guo criticou as sanções unilaterais impostas pelos EUA, que considera sem fundamento no direito internacional e não autorizadas pelo Conselho de Segurança da ONU. O porta-voz também afirmou que a China tomará medidas firmes para proteger os direitos e interesses legítimos de suas empresas e cidadãos, embora não tenha especificado quais seriam essas ações. A declaração ocorre em um contexto de crescente tensão entre os dois países, especialmente em relação à situação no Irão, onde a China busca evitar o reinício da guerra. As novas sanções anunciadas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos visam 12 indivíduos e entidades acusados de facilitar a venda de petróleo iraniano para a China, o que agrava ainda mais as relações entre Washington e Pequim. A visita de Trump à China, marcada para esta quarta-feira, ocorre em meio a tensões persistentes relacionadas à guerra no Irão e a uma trégua comercial instável entre as duas potências.