Jónica Brito, a líder do partido Pessoas, Trabalho e Solidariedade (PTS), continua a criticar a atual governação, denunciando um cenário de abandono e descaso estatal que afeta as principais ilhas do arquipélago. Durante a campanha eleitoral, que já passou pela Praia, interior de Santiago e São Vicente, Brito afirmou que a dignidade dos cabo-verdianos tem sido ignorada em favor de gastos mal priorizados. A candidata destacou que as investidas do PTS revelaram um diagnóstico comum entre as populações urbanas e rurais, onde a ausência do Governo no cotidiano dos cidadãos é evidente. Ela enfatizou que as pessoas não sentem a presença do Estado e que há um grito de socorro contra o descaso das autoridades, afirmando que o futuro do país não pode ser adiado. A plataforma política do PTS propõe uma reestruturação profunda do Orçamento do Estado, criticando o volume de despesas públicas que não se traduzem em bem-estar social. Brito defende que a saúde, a educação e o setor primário devem ser as âncoras de qualquer executivo, e que uma aposta estratégica na agricultura e pecuária é essencial para o desenvolvimento. A candidata reforçou que o PTS é a voz do terreno e que deseja chegar ao parlamento para relatar a realidade das pessoas e a luta dos jovens por oportunidades. A candidatura do PTS está focada em consolidar sua presença nos bairros periféricos da capital através do diálogo direto com o eleitorado, enquanto se prepara para as eleições legislativas de 17 de Maio, onde cinco partidos concorrem a 72 mandatos de deputado.