Jónica Brito, líder do partido Pessoas, Trabalho e Solidariedade (PTS), expressou críticas contundentes à atual governação de Ulisses Correia e Silva, denunciando um cenário de abandono do Estado nas principais ilhas de Cabo Verde. Durante a sua campanha, Brito afirmou que a dignidade dos cabo-verdianos tem sido ignorada em favor de gastos mal priorizados. A candidata, que tem se aproximado das comunidades urbanas e rurais, destacou a ausência do Governo no quotidiano dos cidadãos como um problema premente. A líder do PTS enfatizou que as pessoas não sentem a presença do Estado e que há um clamor por ajuda contra o descaso das autoridades. Ela argumentou que o futuro do país não pode ser adiado e que é necessário um foco em uma reestruturação profunda do Orçamento do Estado. Brito criticou o volume de despesas públicas que não se traduzem em bem-estar social, defendendo que a saúde, a educação e o setor primário devem ser as âncoras de qualquer governo. Além disso, Brito propôs uma aposta estratégica na agricultura e pecuária como motores de desenvolvimento, advogando por uma política de humanismo que priorize a qualidade de vida das pessoas. Ela reafirmou o compromisso do PTS em representar a voz dos jovens e das comunidades, buscando uma mudança inevitável e urgente para Cabo Verde.