O artigo aborda a ironia de antigos ministros que, após deixar os cargos, se tornam fervorosos defensores da moralidade na política. A crítica é direcionada à transformação das instituições em cenários para entretenimento digital, onde a seriedade da função pública é desvirtuada. O autor destaca que a defesa da República não se faz apenas por discursos, mas também pelo comportamento dos que ocupam cargos públicos. A banalização das instituições e o uso de bens públicos para fins pessoais são apontados como problemas graves. O texto menciona a legislação que proíbe o uso de bens públicos para interesses pessoais, enfatizando a necessidade de probidade e exemplaridade por parte dos políticos. O autor sugere que a verdadeira ameaça à República não é apenas a retórica política, mas a cultura que permite a transformação da função pública em um espetáculo. Por fim, o artigo conclui que a República merece mais do que indignação seletiva, chamando a atenção para a necessidade de uma reflexão mais profunda sobre a ética na política cabo-verdiana.