O Tratado das Águas do Indo (IWT) de 1960, que regula a partilha de água entre a Índia e o Paquistão, tem sido um ponto de discórdia desde a sua assinatura. Após um ataque terrorista em 2022, a Índia decidiu suspender a aplicação do tratado até que o Paquistão renuncie ao apoio ao terrorismo. O Dr. Pradeep Kumar Saxena, ex-Comissário indiano para as Águas do Indo, destaca a desigualdade nas obrigações do tratado, que impõe restrições significativas à Índia enquanto permite ao Paquistão explorar os recursos hídricos sem limitações equivalentes. A partilha dos rios do sistema hidrográfico do Indo é crucial para a agricultura e a produção de eletricidade em ambos os países. A Índia, controlando as nascentes, fez concessões significativas durante as negociações, que resultaram em um acordo que favorece desproporcionalmente o Paquistão. Apesar de suas necessidades internas, a Índia aceitou condições que limitaram seu desenvolvimento, enquanto o Paquistão continuou a expandir suas utilizações dos rios ocidentais. A análise do tratado revela não apenas a complexidade das relações entre os dois países, mas também as implicações de uma abordagem unilateral que penaliza a Índia por sua boa-fé. A situação atual levanta questões sobre a necessidade de uma revisão do tratado para garantir uma partilha mais equitativa dos recursos hídricos.