A cimeira entre os líderes dos Estados Unidos e da China, Donald Trump e Xi Jinping, está marcada por uma série de questões complexas que refletem a interdependência económica e a crescente competição geopolítica entre as duas potências. O comércio será um dos principais tópicos, com a delegação norte-americana a buscar acordos que beneficiem setores estratégicos como a aeronáutica, energia e agricultura. No entanto, há preocupações sobre o acesso ao mercado chinês e a proteção de investimentos que podem ser deixados de lado. Outro ponto central será a questão das tarifas aduaneiras, com a China a querer prolongar a trégua tarifária acordada anteriormente. Trump, por sua vez, mantém a pressão sobre práticas comerciais desleais e a crise do fentanil, o que pode resultar em novas investigações e tarifas adicionais sobre produtos chineses. Recentes decisões judiciais nos EUA também limitaram algumas das medidas tarifárias, mas a tensão permanece alta. Além disso, a situação no Médio Oriente e no Irão será um pano de fundo importante para as discussões. O governo norte-americano espera que a China use sua influência para pressionar o Irão em busca de compromissos diplomáticos. A economia chinesa, embora menos vulnerável a perturbações energéticas, ainda enfrenta efeitos indiretos da instabilidade na região. A questão das terras raras, essenciais para a tecnologia e defesa, também será um ponto sensível nas negociações, com os EUA buscando garantir a continuidade das exportações chinesas. Por fim, Taiwan deverá ser um foco geopolítico nas conversações, com a China insistindo em uma revisão da política dos EUA em relação à ilha, enquanto Trump sugere que Taiwan deve arcar com os custos de sua própria defesa.