Nos últimos anos, a política africana tem sido marcada por golpes de Estado e um discurso que desafia a eficácia da democracia ocidental. Muitos argumentam que o continente precisa de um modelo alternativo, mas essa ideia é perigosa, pois a verdadeira questão é a falta de implementação da democracia. Em vários países, as eleições são meras formalidades, sem alternância real e com instituições incapazes de limitar o poder. A situação é agravada por líderes que, uma vez no poder, desacreditam o sistema que os elegeu, levando a restrições das liberdades fundamentais. Exemplos como os de Alpha Condé na Guiné-Conacri e Ibrahim Traoré em Burkina Faso ilustram essa tendência preocupante, onde a rejeição da democracia se torna cada vez mais normalizada, inclusive entre os jovens.