Na segunda-feira, 11, o Governo de Ulisses Correia e Silva aprovou a Resolução n.º 78/2026, que estabelece que o Estado deve pagar todas as suas obrigações em um prazo máximo de 30 dias úteis. O ministro das Finanças, Olavo Correia, afirmou que essa medida visa aumentar a eficiência e a previsibilidade na execução da despesa pública, aliviando a pressão sobre as empresas. No entanto, o anúncio gerou críticas, especialmente pelo seu timing, a poucos dias das eleições legislativas, com alguns associando a medida a uma estratégia eleitoral. Críticos apontam que a resolução pode ser vista como uma tentativa de esvaziar os cofres do Estado antes de uma possível mudança de governo. A preocupação é que um novo governo, que pode ser de uma maioria diferente, enfrente dificuldades financeiras devido a essa decisão. Olavo Correia reconheceu que a espera prolongada por pagamentos tem sido um fardo para as empresas, que acabam financiando o Estado com seus próprios recursos. A resolução entrou em vigor imediatamente após sua publicação, o que levanta questões sobre as implicações para a gestão financeira futura do país. O Governo promete ser um pagador fiável, com regras claras e monitoramento dos resultados, o que, segundo Correia, contribuirá para uma economia mais dinâmica e competitiva.