A Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu um alerta sobre os riscos associados ao consumo de bolsas de nicotina, especialmente entre os jovens. Este aviso foi feito com base em um estudo recente que é o primeiro a abordar especificamente este tema. As bolsas de nicotina, que são pequenas saquetas colocadas entre a gengiva e o lábio, liberam nicotina na mucosa bucal e frequentemente contêm sabores e aditivos que atraem o público jovem. A OMS enfatiza que essas bolsas não são isentas de riscos, alertando que a nicotina é extremamente aditiva e pode ter efeitos prejudiciais no desenvolvimento cerebral das crianças e adolescentes. A exposição precoce à nicotina pode afetar a atenção e a aprendizagem, além de aumentar a probabilidade de dependência a longo prazo e o uso futuro de produtos de tabaco, assim como elevar os riscos cardiovasculares. O relatório também critica as estratégias da indústria do tabaco que visam normalizar o uso da nicotina entre os jovens, citando embalagens que imitam doces e a promoção nas redes sociais. A OMS recomenda que os governos implementem regulamentações rigorosas sobre todos os produtos de tabaco e nicotina, incluindo a proibição de publicidade e promoção, restrições severas de sabores, e a imposição de limites à quantidade de nicotina permitida. Atualmente, apenas 16 países proíbem a venda de bolsas de nicotina, e 32 têm alguma forma de regulação. Recentemente, Portugal aprovou uma proposta de lei que estabelece um quadro legal para a comercialização desses produtos, incluindo a proibição de venda a menores e limites máximos de nicotina.